quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Bye bye Gonzales,

so long, farewell...



O Attorney General, neto de cucarachas, pediu o penico.

Responsabilizado por abusos contra a privacidade do cidadão comum e tortura de "inimigos", Alberto Gonzales seguiu os passos do guru de Sir Bullshit II, Karl Rove, e abandonou o barco.

Sem pessoas alfabetizadas por perto, é de se perguntar o que Bushinho será capaz de fazer. Espero que mais e mais cagadas para prejudicar ainda mais seu partido.

Claro que os democratas querem perder de novo, lançando Madame Clinton ou um "african-american" cujo nome é quase igual ao Inimigo no.1 da civilização judaico-cristã ocidental... Eu de minha parte gostaria muito de ver uma mulher na Casa Branca, mas não essa aí. E quanto ao Obama, já ouvi dizer que ele é um "flip-flop", um vira-casaca. Mas estou com ele dadas as opções. A questão é que uma grande parcela do eleitorado da "Deep America" não vai querer nem ouvir falar de um negro na cadeira.


Bem, voltando ao Speedy Gonzales, queria agradecer por ter sido agraciado com sua concepção de hospitalidade. Senta que lá vem a história.

Estive em Boston em julho último. Depois de ser flagrado fumando um cachimbo na janela de meu alojamento na Fisher College (Beacon St. 133), recebi a visita dos funcionários do escritório de "Housing". Bem, perguntei se eles achavam que havia maconha no quarto, eles disseram que sim, eu disse que não havia. Eles fizeram uma inspeção rápida, eu prometi que não fumaria mais lá. No outro dia entrei no quarto e havia um bilhete dizendo que a inspeção de saúde estivera lá.

Aí eu percebi que havia sumido uma pasta com dinheiro, traveller checks e meu passaporte. Detalhe: havia um iPod novinho dando sopa, além de instrumentos musicais... É óbvio que não havia sido um ladrão. Eu, que não sou otário, apenas observando o comportamento dos seguranças vi o que estava acontecendo.

Um dia eu voltei lá e havia um caminhão da Verizon, empresa de telefonia, em frente ao prédio. Então eu abordei o funcionário e disse: sabe de uma coisa? papel não esquece, você põe todos seus números numa máquina... e ele emendou: e vê ela cair n'água e mergulha atrás dela, eu: exatamente. Aí ele se afastou e ouvi ele falando no celular: nós continuamos tentando, mas ele é mais alto que nossos ombros...

Você vai dizer que foi um delírio, tudo bem, eu só posso insistir que não foi. Mas que moral eu tenho se eu fui mandado para um hospital psiquiátrico? O que sei é que quando meu irmão foi lá, a pasta estava de volta dentro da mala. Com o dinheiro inclusive...


Estranho.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Direito para o STF... redundância?

A iminente indicação do ministro Carlos Alberto Direito, conservador e vinculado à Igreja Católica, é apenas mais um claro indício do vínculo entre o Partido dos Trabalhadores (ou pelo menos o Campo Majoritário - a cúpula da legenda) e o vetusto Vaticano, ora capitaneado pelo ultra-conservador Joseph Ratzinger.

Isso não é paranóia ou teoria da conspiração, é uma tese séria, defendida pelo historiador Luís Mir no livro Partido de Deus. Na verdade, o Estado brasileiro em si nunca se desvencilhou de todo da missão evangelizadora dos jesuítas. Basta assistir às transmissões da TV Justiça para observar o Cristo Crucificado ornamentando o Pleno do Superior Tribunal Federal.

Será que um dia teremos um Estado laico e democrático? Pombal, dá pra reencarnar e ajudar aqui? Darcy, por que tinhas que deixar-nos? Será possível que a Contra Reforma sobrevive até hoje? Pois veja os candidatos a chefe-de-estado que foram ao segundo turno nas últimas eleições: um retirante que virou metalúrgico, sindicalista, celebridade, ícone, culto à personaldade enfim, que não perde uma chance de afirmar sua devoção... até em messianismo se falou; do outro lado, membro de uma casta mais nobre, um médico que era um total desconhecido até entrar no vácuo deixado pelo governador vitimado por um câncer (li algures que ele chegou a fumar 7 maços por dia), voltando ao sucessor, trata-se de um membro da obscura Opus Dei... visite:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Opus_Dei

Melhor eu calar meu bico por aqui antes que venham me buscar para um auto-de-fé...

Post Scriptum:

Segundo ele [Luís Mir, em entrevista no Jó, digo, Jô], a vinda do Papa Nazi teve o intuito de apaziguar as lutas internas da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e tentar salvar o projeto de recuperar, a partir do Brasil, a influência que eles se acostumaram a ter sobre todo o mundo.

O protestantismo se afirmou como a ética dominante, com a primazia anglo-saxã que foi estabelecida depois das duas grandes guerras. Bem, o que eles preconizam, Max Weber observou bem, é o trabalho e a prosperidade financeira como valor máximo.

Aí surge dentro da Santa Sé a Opus Dei, cuja espinha dorsal é a mesmíssima ética protestante. Seria paranóia minha concluir que ambas crenças, em vez de seguir a palavra de Jesus, que era crítico da injustiça social, trabalham para garantir a desigualdade que é ao mesmo tempo efeito e condição sine qua non do Capitalismo?

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Apenas dirija...

Brás entra no táxi e responde como nos filmes:
Para lugar nenhum, apenas dirija.

Pois é, e agora? Daqui pra onde? Onde guardar sua esperança? Por onde extravasar seu idealismo? Como administrar seu inconformismo? Nah... melhor sucumbir à preguiça, render-se à passividade, tomar uma cachaça, quem sabe cantar um tango argentino, NÃO! Montar um grupo de pagode!

O Sapo Barbudo tanto pulou que alcançou o trono. Claro que coaxando mais baixo, em estranha simbiose com seus antigos predadores. Prometeu Fome Zero e entregou Caixa Dois. Anunciou o Espetáculo do Crescimento e apresentou um Show de Horrores político. Sob a heráldica do ‘País de Todos’, instalou uma ‘Nomenklatura dos Seus’. A esperança venceu o medo, que por sua vez foi derrotada pela mediocridade, que seria massacrada pela desonestidade.

Mas por que não experimentar um metalúrgico sem-dedo, se um intelectual sem-braço não funcionou? Um dândi que se apaixonou pelo próprio reflexo, a ponto de dar vida a seu duplo virtual. Foi o homem que matou a cobra, e só não mostrou o pau porque não haviam inventado o Viagra. Se pelo menos seu primeiro nome fosse Tarcísio ou Thiago...

Ou que tal um mineiro cuja sexualidade, ou falta dela, até hoje é discutida (isso é que é comer quieto). Uma espécie de dublê de Dr. Hyde (com sua inevitável contraparte) e necromante, que trouxe do reino dos mortos um Besouro motorizado.

Ou você pode recorrer a um playboy cheirador empenhado em caçar marajás (não marijuana, como se chegou a publicar) e levar o Brasil ao Primeiro Mundo (especificamente à sua conta na Suíça). Seu fim foi não dividir o butim, além de avançar na mulher do irmão, PC, que o cagüetou. O outro PC sumiu, apareceu e sumiram com ele (ah, essas paixões).

Que me diz então dum (auto-declarado) poeta com um rabo de andorinha pendurado no nariz? Figura opaca e meditabunda (se preferir, um panaca de meia bunda), caiu-lhe no colo um mandato tampão em que também recorreu à paranormalidade, provocando sucessivas glaciações que não bastaram para extinguir o fogo do dragão.

Sorte de quem morreu eleito, como uma grande promessa, sem ter tido tempo de provar sua pequenez diante do gigantesco monturo de corpos, fezes e zeros vermelhos que herdaria.

TARJA PRETA

Django Larr, um aristocrata que coxeava da perna esquerda, acabou substituindo o arqueiro titular. Foi vítima de um golpe de vista e engoliu um frango, ou melhor, vários abutres de alta patente. Antes mesmo que seu time fosse ao ataque. Teve que atuar no futebol estrangeiro.

Houve um populista demagogo, prolixo e beberrão, que entrou dando vassouradas a estro e a sestro, quis até esquentar a Guerra Fria por aqui, mas pediu o penico logo, acossado por ‘forças terríveis’ (pa bo enten me pal ba).

Tivemos um JK morto num carro em circunstâncias mal esclarecidas, talvez para imitar o Tio Sam. Assim como o deles, não foi mais que um semi-deus inventado. Num passe de mágica levou o Olimpo embora e entregou o Fogo aos mortais para que queimassem o Cerrado e a Amazônia, além de ensiná-los a brincar de carrinho.

Antes dessa tragédia grega, na Era Mitológica, o grande Pai dos Pobres era um déspota astuto e até algo esclarecido. Goza do distanciamento histórico que filtrou todas impurezas de uma longa ditadura. Tirou umas férias, voltou pelo voto para depois meter um balaço no peito. Espera aí, os mártires costumam ser mortos, não cometer suicídio!

Bem, e agora seu Brás? Na garrafa tem mais? Mais uma ‘guinada’ de 360º; uma ‘revolução’ em torno do mesmo eixo? A caravana passa, quem ladrava agora é ladrão. Cinco séculos de pilhagem e pilhéria. Desde que uns brancos sujos e fedidos aqui aportaram e se impressionaram com as vergonhas desnudas das silvícolas e com a exuberância da paisagem onde se plantando tudo dá, sem vergonha alguma levaram o pau-brasil, desceram o pau nos negros, meteram o pau nas negras e índias, plantando a Cana-da-Índia e a semente de um povo que seguindo Darwin ou segundo Darcy Ribeiro seria superior, mas... Dizem que um anjo perguntou a Deus por que colocar tanta riqueza, beleza, fartura e nenhum vulcão, terremoto ou furacão no Brasil. Com um sorriso, Ele respondeu: “Espera pra ver o povinho que eu vou colocar lá!”.

Talvez a solução fosse evacuar o país de civilização e entregá-lo de volta ao Neolítico. Ou abrir mão de qualquer escrúpulo e virar um Narco-Estado. Ou ainda estender uma gigantesca lona, cobrar entrada e vender pipoca e amendoim. Talvez a idéia do Raul Seixas não seja tão absurda. Quem sabe se entregássemos nossos melhores jogadores de bola ao FMI, ou se mandássemos as crianças de rua estudar na Suíça?

Apenas dirija...

domingo, 26 de agosto de 2007

Delírio Persecutório 1 - 20 jan 2006

Tem uma história
mal-contada no mundo

A própria História do Mundo

Se você quebra
a prisão de vidro
escapa da Panela de Pressão,
digo, Caverna de Platão,
você cai no Fogo
E queima.

Deixe-os queimarem tudo!
Os arquivos sangrentos,
Os esqueletos nos armários,
E os próprios armários.

A gente vence!

A casa deles cai, um dia cai.

Não há dragão grande demais para ser morto por espada ou pena.

De preferência, a pena.
Mas contra as baionetas...

Deixa pra lá, eu devo estar ficando doido.

sábado, 25 de agosto de 2007

Sem título

Eu valho o peso de minh'alma em ouro
Meu saldo é a soma de sorrisos e lágrimas
Tenho um palácio com teto de vidro
Um plantel invejável de quimeras para abate
Culturas extensas de frutos proibidos
Eu consumo a mim mesmo e trapaceio no troco

Aplico em letras que não serão lidas
Invisto em títulos de poemas sem nome
Negocio ações que ficam só no pensamento
Mil opções futuras sem nunca decidir
E durmo descoberto
ao sabor do câmbio
de uma mente flutuante

domingo, 19 de agosto de 2007

Antroblogogia Esquizofágica

Pois é, aderi à febre da blogosfera.

Claro que com tanto atraso, o meu é apenas um pontinho na Matrizz, e não vai me tornar famoso. Bem, alguém sabe me dizer se as incrições pro próximo Big Bode estão abertas?

Porque eu vou ao Congresso fazer um protesto e não saio na TV, tento montar um grupo de rock pra tocar no Fastião e nada... Eu quero ser uma celebridade !!! Cadê, seu Andy War-hole? Meus quinze minutos?

Pois saibam vocês que eu não desisto não! Já passei por poucas e boas, às vezes nem tão boas nem tampouco poucas... Eu já estive no lado negro da Lua (na verdade ela é toda negra) mais de uma vez. E não se esqueçam: A Lua não é dos amantes, a Lua é dos lunáticos.

E assim que obtiver minha alta da Casa Verde, volto aqui para publicar minhas sandinices, digo, sandisks, não, São Disse-me-disse que o sabiá sabia assoviar. Minhas mameluquices dementativas satiriricas.