quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Direito para o STF... redundância?

A iminente indicação do ministro Carlos Alberto Direito, conservador e vinculado à Igreja Católica, é apenas mais um claro indício do vínculo entre o Partido dos Trabalhadores (ou pelo menos o Campo Majoritário - a cúpula da legenda) e o vetusto Vaticano, ora capitaneado pelo ultra-conservador Joseph Ratzinger.

Isso não é paranóia ou teoria da conspiração, é uma tese séria, defendida pelo historiador Luís Mir no livro Partido de Deus. Na verdade, o Estado brasileiro em si nunca se desvencilhou de todo da missão evangelizadora dos jesuítas. Basta assistir às transmissões da TV Justiça para observar o Cristo Crucificado ornamentando o Pleno do Superior Tribunal Federal.

Será que um dia teremos um Estado laico e democrático? Pombal, dá pra reencarnar e ajudar aqui? Darcy, por que tinhas que deixar-nos? Será possível que a Contra Reforma sobrevive até hoje? Pois veja os candidatos a chefe-de-estado que foram ao segundo turno nas últimas eleições: um retirante que virou metalúrgico, sindicalista, celebridade, ícone, culto à personaldade enfim, que não perde uma chance de afirmar sua devoção... até em messianismo se falou; do outro lado, membro de uma casta mais nobre, um médico que era um total desconhecido até entrar no vácuo deixado pelo governador vitimado por um câncer (li algures que ele chegou a fumar 7 maços por dia), voltando ao sucessor, trata-se de um membro da obscura Opus Dei... visite:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Opus_Dei

Melhor eu calar meu bico por aqui antes que venham me buscar para um auto-de-fé...

Post Scriptum:

Segundo ele [Luís Mir, em entrevista no Jó, digo, Jô], a vinda do Papa Nazi teve o intuito de apaziguar as lutas internas da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e tentar salvar o projeto de recuperar, a partir do Brasil, a influência que eles se acostumaram a ter sobre todo o mundo.

O protestantismo se afirmou como a ética dominante, com a primazia anglo-saxã que foi estabelecida depois das duas grandes guerras. Bem, o que eles preconizam, Max Weber observou bem, é o trabalho e a prosperidade financeira como valor máximo.

Aí surge dentro da Santa Sé a Opus Dei, cuja espinha dorsal é a mesmíssima ética protestante. Seria paranóia minha concluir que ambas crenças, em vez de seguir a palavra de Jesus, que era crítico da injustiça social, trabalham para garantir a desigualdade que é ao mesmo tempo efeito e condição sine qua non do Capitalismo?

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