quinta-feira, 3 de abril de 2008

Remexendo meus Alfarrábios

Neste imenso palco
que orbita incansável
guiam-me as mãos de Baco
chamam-me irresponsável

Deixe-os, dizem
Mas há alguém?
Alguém que me acolha?
Alguém que eu escolha?

Talvez as esferas
e sua música inaudível
sejam deveras
o refúgio inatingível

O tempo tapa-me os olhos
Leva-me, leve, à lápide

Ah, não há mais nada,
nada lá fora
uma escolha errada
culpa da hora

Mas e se há luz
que nos conduz
tudo se reduz
a um jogo?

E se aqui, em
meio ao lodo
vivo assim sem
medo do Todo

Virá a condenação?
Ou, antes, a redenção?

Se tudo já foi dito,
lido e escrito,
meu intelecto restrito
é então mero detrito?

3 comentários:

Jaqueline Lima disse...

Detritos? Jamais, meu bem que já é tão bem querer.
Sofrimentos, dor e, pedras fazem parte do processo de criação. Fazer dos detritos de nosso proprio coração ao longo do caminho cruzado, belos versos. Palavras gotejadas a sangue e leveza. Amor e fel a latejar nas artérias. Assim.. docemente.

Transplante de Cabelo disse...

Hello. This post is likeable, and your blog is very interesting, congratulations :-). I will add in my blogroll =). If possible gives a last there on my blog, it is about the Transplante de Cabelo, I hope you enjoy. The address is http://transplante-de-cabelo.blogspot.com. A hug.

Computador disse...

Hello. This post is likeable, and your blog is very interesting, congratulations :-). I will add in my blogroll =). If possible gives a last there on my blog, it is about the Computador, I hope you enjoy. The address is http://computador-brasil.blogspot.com. A hug.