quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Álacre

Tomo da lauda pristina
Prestes a louvar-te o nome
De amor com tanta fome
Tão indigna mão assina

Versos tolos, não os tome
Por nada que a muito assome
Mas de lavra genuína

Ah, tu que encantos não poupa
Álacre flor pueril
Tua graça juvenil
Meu sossego de mim rouba

Com teu fogo tão sutil
Lume de menina moça
(Oxalá a Lei não me ouça!)
Tu acendes meu pavio

Não me saem da cabeça
Teus tão formosos pezinhos
Me entorpece como vinho
Tua aura silfidesca

Não te faltarão carinhos
Peço apenas teu beijinho
Com sabor de fruta fresca

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