segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Fronteira Agrícola?

Do Nassif:O Brasil e o encontro de Copenhagem

“Exigem que renunciemos à expansão da fronteira agrícola, sem a garantia de que o aumento de produtividade será capaz de atender à demanda explosiva por comida numa sociedade em que, finalmente, os pobres começaram a comer direito.”

Espera aí, avançar com a fronteira agrícola para o latifúndio produzir commodities de exportação? Alimento é a pequena propriedade quem produz, e já foi devastada terra suficiente para garantir o abastecimento, basta zonear, e democratizar o acesso à terra.

Questionar as intenções e a própria integridade científica da cruzada milenarista do Aquecimento Global não pode servir para desmatar mais, em nome do “progresso” mais arcaico de todos, a monocultura exportadora, o plantation moderno.

Quanto de nossa terra é cultivada “para fora?” 40, 50, 60%? alguém conhece um dado assim? gerar divisas é importante, mas é por esse quadro de atraso, de país agroexportador, que se “justificam” os desmatadores na Amazônia, que precisa de um padrão de desenvolvimento voltado para o futuro, e não para nosso passado – e presente – semifeudal. Não à toa, é no Pará que a escravidão ainda campeia.

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