segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Al Gore Podre no Reino da Dinamarca


"Something is rotten in the State of Denmark"

Post no Luís Nassif:

A batalha mundial do aquecimento

Nassif:

Independentemente dos argumentos de lado a lado, chamo a atenção para a tentativa dos defensores do IPCC (os estudos que levaram à tese do aquecimento) de interditar o debate.

Com a tese do aquecimento, o Brasil tem mais a ganhar do que a perder. Os países desenvolvidos terão que bancar projetos em emergentes. O Brasil tem mais condições do que qualquer outro país de consolidar espaço no mercado da agricultura sustentável.

Leosfera:

Não consigo assimilar como “preservar a natureza” pode deixar muita gente, em seus escritórios na Madison Ave, milionários ou bilionários – como o sinistro Al Gory.

Nossa agricultura latifundiária, monocultora e extremamente poluente tem que comer (ou plantar) muito arroz-com-feijão antes de ser sustentável. Mais argumento para a reforma agrária. Mas se o Brasil cumprir suas promessas quanto a conter o desmatamento, já é bom sim. Mas e o parque industrial, que tem espaço para crescer, ao contrário do euamericano, não vai encontrar uma barreira?

E não são os céticos que têm o ônus da prova. O AG é uma tese (com mais de um século!) que tem que ser comprovada e não aceita como dogma. Os céticos apontam os furos dessa má ciência que confessadamente manipula os dados. Não só o declínio da temperatura desde 98, mas o fato de que antes de 57, quando iniciam os dados de concentração de carbono do IPCC, esse nível já fora bem maior que hoje (+ de 400 ppm, contra 380 atuais, em 1942!).

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A verdadeira história dos níveis de gás carbônico (em inglês)

Curva dos alarmistas: começando em 1957



Curva sensata: de 1826 a 1960



Como é que a concentração subiu tanto de 1920 a 1940, quando a indústria ainda chupava chupeta, e caiu vertiginosamente durante o boom pós-guerra? Dica: temperatura dos oceanos. Se eles se aquecem, absorvem menos CO2.

Excertos do artigo de Ernst-Georg Beck:

Desde 1812, a concentração de CO2 no ar do Hemisfério Norte tem flutuado. exibindo três níveis de pico máximos por volta de 1825, 1857, e 1942 - o último exibindo mais de 400 ppm.

Uma grande questão quanto à abordagem do IPCC de relacionar clima e CO2 é premissa de que antes da revolução industrial o nível de CO2 atmosférico esteve em um estado de equilíbrio por volta de 280 ppm, em torno do qual pouca ou nenhuma variação ocorria. Esta presunção de constância e equilíbrio é baseada em uma revisão crítica da literatura mais antiga sobre o conteúdo atmosférico de CO2 por Callendar e Keeling. Entre 1800 e 1961, mais de 380 artigos técnicos que foram publicados sobre a análise de gases do ar continham dados sobre concentração atmosférica de CO2. Callender, Keeling e o IPCC não forneceram uma avaliação minuciosa desses artigos e os métodos químicos padrão que eles aplicavam. Ao contrário, eles desacreditaram essas técnicas e dados geralmente como falhos ou altamente inacurados. Embora eles reconheçam o conceito de "nível histórico impoluto" para o CO2, esses autores examinaram apenas 10% da literatura disponível, asseverando daí que apenas 1% dos dados anteriores poderiam ser vistos como acurados.

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Para o correspondente do Estadão, o clã dos “climatocéticos” é virulento. Desqualificar o oponente é tática cara a quem foge de um debate argumentativo. Eu não sou, Monsieur Lapouge, virulento: há meses não pego nem gripe. Nem vou cobrar bom jornalismo do Estadão, que deve estar considerando descer a ladeira no rastro de Folha e Veja.

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"[Sarkozy] com seu ministro da Ecologia, Jean-Louis Borloo, apresentará um relatório explosivo. Esse relatório não esconde que o salvamento do planeta custará muito caro porque será preciso investir muito dinheiro nos países pobres para ajudá-los a lutar contra o CO2: 500 bilhões de euros logo de cara."

Como assim, camarada? Onde é que se emite mais CO2? Na Namíbia ou na sua França? No Butão ou nos EEUU? Olha o golpe... depois que ouvi falar em "conter o crescimento demográfico na Somália", o AG ficou desmoralizado definitivamente; não duvido de mais nada. Esse dinheiro a ser investido, palpite meu que parece se confirmar, vai preparar o terreno para a expansão das corporações no mundo mais pobre - pois os emergentes incomodam.

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No fim, não sai porra nenhuma para conter o suposto Aquecimento. Mesmo um sucesso estrondoso, com redução de 20% das emissões, não conteria, a julgar verdadeira a tese. Mas as oportunidades de negócio no Mercado do Carbono certamente serão criadas. Agora, se alguns vão ganhar muita grana, quem exatamente vai perder?

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