sexta-feira, 26 de março de 2010

Varèse: Ionisation

Desde que eu era um moleque roqueiro, meu gosto musical foi-se ampliando um bocado. E uma das direções foi a da música chamada "contemporânea", que na verdade é contemporânea dos meus avós. Também não gosto muito do impreciso termo "música do século XX", já que o que mais marcou a música desse século foi a cultura de massas. Também algo impreciso, mas pelo menos bem mais charmoso, é o termo "avant-garde" ou "vanguarda". Pouco importa. Já coloquei aqui recentemente Mr. John Cage, e agora é a vez do francês - emigrado para os EUA - Edgard Varèse. Ouvi falar de Varèse em um documentário sobre Frank Zappa. Ocorre que boa parte da maluquice do narigudo - e polêmico - guitarrista de Baltimore se deve ao compositor francês. Zappa era um frangote que curtia  Rythm'n'Blues quando travou contato com a música de Varèse, especificamente Ionisation. "Esses acordes são bem malvados" foi a impressão de Francis Vincent então. Daí em diante, Varèse e outros compositores influenciaram bastante Zappa, como se pode observar no disco Yellow Shark, por exemplo. E como vocês não querem mais falatório, fiquem com Ionisation, de Edgard Varèse, um dos maiores clássicos do avant-garde.

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