segunda-feira, 21 de junho de 2010

Comentando a Polêmica Ambiental

Proteger floresta no Brasil dá lucro a agricultor nos EUA, diz estudo



(da Lhofa de Pão Saulo)
 
Bem, aqui é importante tentar não ver o bem contra o mal, mas interesses individuais e clasistas, além de um interesse difuso pela preservação.

Ruralista aqui: tradicional "dono do poder" que contava com proteção total do Estado. Quer toda terra que existir e mais um pouco, acha o preservacionismo uma besteira e um "complô" estrangeiro".

Ruralista lá: conta com apoio total do governo, mesmo tendo menos representatividade política. Lá, não há o que desmatar, então podem se fantasiar de "verdes". Devido ao "dollar gap", sua agricultura só sobrevive com subsídios injustos e "sutil" intervenção nos concorrentes.

Ambientalista: é uma classe grande, e junto com a sincera preocupação ambiental (que ainda não sedimentou bem no ser humano, ou não ultrapassou a preocupação financeira) acredito que haja grupos eminentemente políticos, adeptos da famosa moralidade seletiva que acomete os países poderosos.

O meio-ambiente (natural): esse não pode se defender só, e tem há muito cedido espaço a atividades lucrativas; na maior parte do mundo desenvolvido, de forma total e talvez irreversível. Países como o Brasil, não muitos, orgulham-se da "fronteira agrícola", ou seja: persistem no erro em nome do "progresso".

Há pouca razão para otimismo. O dinheiro vale mais que qualquer coisa, ou pelo menos essa é a ilusão necessária que adotamos. Se alguma forma de socialismo efetivo puder vir à tona no futuro, contemplando essa preocupação do "bem-viver" e "bem-coviver", pode ser que haja esperança. Do contrário, em alguns séculos viveremos em um planeta transfigurado por inteiro, em que a agressão do homem refletirá sobre sua própria condição de vida. Se vai dar pra consertar não compete a mim sequer especular.

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