sábado, 3 de julho de 2010

Hiddink na Seleção


O grande problema da seleção brasileira sempre foi - embora isso quase nunca seja apontado por nossa ridícula crônica esportiva - a excessiva confiança no talento individual dos jogadores. Não há esquema tático, não há uma única jogada ensaiada, há apenas posições em que os iluminados futebolistas atuam. Se o craque da vez não vai bem, fodeu tudo. 
Agora que a Nova Era Dunga já Era, fica a pergunta: quem entra? Felipão de novo? É o maior favorito do público, ao que parece, mas ele já se indispôs com a máfia capitaneada por Ricardo Teixeira, esquece. Aí vem a falação em torno de Murici - bem provável -; Mano - sem chance -; um tal Dorival Jr (perdão, deixei de acompanhar futebol... mas se é o comandante do Santos, pode ser uma boa) e até Luxemburgo - outra carta fora do baralho. Eu acrescentaria aí um azarão: Silas, que levou o modesto Avaí às cabeças do Brasileirão passado (embora isso se deva muito ao nivelamento por baixo de um campeonato esvaziado). Ricardo Rocha seria insistir na seleção de 94, não faz sentido.

Sei que é polêmico o que direi, e em parte o intuito é esse mesmo, mas eu optaria por chamar o holandês Guus van Hiddink (logo holandês!), atualmente na Turquia. Por quê, se temos vários? Justamente para impor o senso de disciplina tática que a nós tanto falta. Vários da seleção sabem inglês, e ele poderia ir aprendendo a língua de Pessoa, não seria um problema. Ele levou a Coreia do Sul, com ajuda da arbitragem que seja, às semis em 2002, coisa que o país do futebol não obteve em duas edições seguidas (pela segunda vez na história). Que nos ajude a ser quarto ao menos!

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