quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Tiro ao Calvo

Me sinto um pateta só por me misturar à "polêmica", por assim dizer. Imagine que um amigo seu, francês, digamos, venha te visitar e descubra que às vésperas da votação de 2º turno para presidente a discussão política mais profunda é sobre... uma bolinha de papel? Sim, amigos, nosso campeão de votos Tiririca havia se enganado. Pior do que tá fica, sim.

Não só o episódio todo no Rio foi marcado pela agressividade de lado a lado dos militantes, como algum imbecil - que não pode ser senão das hostes petistas - achou bacana tacar uma bolinha de papel no candidato adversário. Um sujeito desses merece ficar uma semana sem recreio. Dizem que um rolo de fita também atingiu o sinistro careca, ou a Globo disse. Não sei. Já é um objeto mais duro, e um pecado "menos venial", digamos. De qualquer forma, por mais condenável que seja, não tomemos a coisa fora de proporção.

Pois foi exatamente isso que Serra fez, e pior: só depois de receber um telefonema o "avisando" de que estava ferido. Levou a mão à calva e foi ao hospital alegando... tonteira? Foi o que o médico disse, o que lhe submeteu a uma... tomografia computadorizada? Sério? Cara, eu ainda me mudo pra Bolívia!

Pois é, gente, quando eu falei em gincana eleitoral, virando batalha campal, era uma figura de retórica, não precisava levar tão a sério. E não é que tacaram uma bexiga d'água na Dilma? Puta que os pariu... A pergunta que fica é se o(a) presidente que sair desse pleito sairá contaminada por toda essa tolice ou se poderemos esquecer tudo isso. Do jeito que está, a eleição presidencial se parece cada vez mais com um esquete do Monty Python. O difícil é só escolher qual é o Silly Party, pois nenhum dos dois é Sensible.

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