quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Um Coquetel Antológico

Modéstia é de fato para os fracos. O Coquetel do Mingus foi certamente um dos melhores programas de rádio de todos os tempos! E a Rádio Muda é do que mais tenho saudades em Campinas. Esta noite, 24 de maio de 2005, foi particularmente inspirada (mais aqui e acolá). Estávamos lá Pedro, Ricardinho, o Peter provavelmente, e eu, e contávamos com a visita da adorável Soraya, que fica aqui homenageada. Foi um dos meus últimos programas antes de me mudar pra Brasília.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Poor Player

To-morrow, and to-morrow, and to-morrow,
Creeps in this petty pace from day to day,
To the last syllable of recorded time;
And all our yesterdays have lighted fools
The way to dusty death. Out, out, brief candle!
Life's but a walking shadow, a poor player,
That struts and frets his hour upon the stage,
And then is heard no more. It is a tale
Told by an idiot, full of sound and fury,
Signifying nothing.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Centelha de Existência

Dave Douglas é um rapaz que já esteve por aqui uma e outra vez. Eis que volta com um disco que acaba de chegar para melhorar minha vida (no mesmo dia que minha camiseta do Trout Mask Replica!!!). Como já disse, é preciso ser feliz com o que se tem para ser feliz, e vale muito mais a pena direcionar suas expectativas para coisas com que se pode contar - como encomendas à Amazon - do que para aquelas que dependam dos caprichos de outro ser humano.


Spark of Being é um projeto conjunto de Douglas e seu quinteto Keystone com o cineasta experimental Bill Morrison, compreedendo um filme e uma trilogia de discos, dos quais o que eu comprei é a parte dois, Expand (fica o comichão de conhecer as outras duas). O tema que procupa o engajado trumpetista agora é a criação artificial da vida, sobre o que discorre nas notas da contracapa, citando a ficção de Shelley como é inevitável. Na verdade, o próprio filme se vende como uma recriação do mito de Frankenstein.

Dave é acompanhado de Marcus Strickland no Sax Tenor, Adam Benjamin no Fender Rhodes, Brad Jones no Baby Bass (?), Gene Lake na Batera e DJ Olive nas Picapes e Laptop. É bom vê-lo voltando a um jazz mais contemporâneo depois do projeto Brass Ecstasy - que aliás tive o privilégio ver no Jazz em Agosto 2009, em Lisboa - que era muito bom, mas caretão demais.


Aqui, o trailer do filme:


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Nietzsche Explica


Mal Dilma foi eleita, o primeiro assunto que circula - além da tradicional dança das cadeiras - é a recriação da CPMF, uma contribuição que é compulsória e carrega o epíteto de provisória mas parece ter mais vidas um gato vampiro. As letras restantes não são para Mother Fucker, mas movimentação financeira. Sabe, essas chateações da vida contemporânea que significam basicamente receber e usar dinheiro, ou seja, o objetivo de vida de todo bom cidadão submetido ao capitalismo.

Não que eu seja doutrinariamente contra qualquer imposto, essa é geralmente uma bandeira daqueles que não precisam da assistência do Estado, que o querem apenas garantindo o terreno para o capital jogar bola (sem ao menos fazer a encenação básica de defender os desassistidos). Como o Goerge W. Bush, que não fez muito mais do que iniciar guerras e cortar impostos (para os mais ricos).

O que eu penso é que um remendo aqui outro ali não vão resolver nada: a reforma tributária, tão alardeada e nunca concretizada, é que deveria instituir um novo regime arrecadatório que desonerasse o consumo de bens e serviços essenciais e taxasse pesadamente aqueles supérfluos e de luxo, além de incidir sobre patrimônio e heranças. Ou seja, implantar finalmente a progressividade no lugar desta perversa regressividade que faz uma família de baixa renda empenhar uma parcela bem maior de seu orçamento com impostos do que uma de alta renda. Acontece que quem tem influência política é justamente essa camada de alta renda; some-se a isso que nenhuma parte interessada está interessada em perder receita, e segue que o mais provável é que saia qualquer reforma cosmética. Acabando com a gurra fiscal entre estados, talvez.

Voltando à CPMF, eu acredito que ela pudesse existir, com uma alíquota baixa, só pelo efeito fiscal: muito sonegador de IR caía no cruzamento dos dados de CPMF. Obviamente, não é a preocupação dos governadores e da presidente-eleita: querem receita. Parece bem provável que a ideia vá adiante, e voltará aquele inconveniente de receber um dinheiro e não depositar com medo da tunga, ou de não passar o dinheiro por uma conta intermediária, e por aí vai. E pensar que eu trabalhava em banco, já sabia de cor: R$3,80 a cada mil reais. É um imposto nietzschiano: eternamente retorna.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dos Amores Inconvenientes

Sem Comentários - Desfecho Previsível

... he begins to feel depressed now. he knows the end is near. he has realized at last that imaginary guitar notes and imaginary vocals exist only in the imagination of the imaginer...and... ultimately, who gives a fuck anyway...so...so... excuse me...

E, é claro... Broken Hearts Are For Assholes.
Sem Comentários - Edição Especial de Luxo

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Crônica do Sapo Rouco

O Piparote parecia ser o ressurgimento da Patada, e para mim uma plataforma para publicar ficção (e me forçar a escrevê-la!). Qual! De uns tempos pra cá a página está abandonada. Mas quem sabe um dia renasça? Por enquanto, resolvi trazer pra Leosfera um conto que gostei muito de escrever, e que tomou um rumo inesperado devido a circunstâncias da vida real. Com vocês, a Crônica do Sapo Rouco.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Her Eyes Are A Blue Million Miles


Captain Beefheart, Her Eyes Are A Blue Million Miles, do álbum Clear Spot (excelente, aliás). Esta música tem uma (breve) aparição no filme O Grande Lebowski, dos Irmãos Cohen. Apesar de ser "easy listening" se comparado ao Trout Mask Replica, este som sempre foi um dos meus favoritos dele, e agora ganha novo significado.

Parabéns

Dilma Rousseff confirmou o favoritismo nas pesquisas e faturou a presidência do Brasil. É muito positivo o fato de uma mulher ter chegado lá pela primeira vez. Era sempre preferível que fosse uma com luz própria e não uma "favorita". Meus parabéns de qualquer forma. Eu apoiei sua candidatura discretamente e sem entusiasmo no segundo turno, agora me volto à tarefa de ser-lhe oposição pela esquerda. Fico feliz mesmo é de ver a cara de tacho da direita, que vai ficar sem o pirulito por mais pelo menos quatro anos. Eu de minha parte sou da parcela privilegiada dos brasileiros, e se a menos privilegiada está satisfeita e quer continuidade, tudo que eu falar sobre reformas estruturais soa como conversa furada. Segue o barco.