segunda-feira, 25 de abril de 2011

Slavoj Zizek no Democracy Now! PT-BR pt.2



Parte 1

2 comentários:

ceballos_diego disse...

Agradabilíssimo o vídeo, Leo. Faz um bom tempo que não vejo alguém buscando as perguntas. A esquerda tem relutado em adaptar-se aos tempos, enquanto o inimigo muda constantemente, sem resistência. O fascismo, e similares, é resultado dessa impotência em apresentar propostas diante das inúmeras crises. Assim, as ondas conservadoras ocorrem cada vez mais frequentemente, ao ritmo das crises. Triste imaginar uma França à direita de Sarkozy, com Marine Le Pen.
Não me arrisco a fazer uma análise do Brasil. Apesar de algumas semelhanças, nossa posição de país emergente acarreta certas particularidades. Nossos demônios são outros. Lidamos ainda com desigualdades e privilégios feudais, que, se dão algum fôlego para uma esquerda medieval, também alimentam uma direita rançosa, estimulada pela manutenção desesperada do status quo. Ironicamente, ainda teremos saudades do PSDB neoliberal da década de 1990. Vejo essa batalha pela posse da nova classe média como uma guinada ainda mais conservadora de PT e PSDB. O embate tosco das eleições presidenciais a respeito do aborto poderia ter sido apenas uma atitude desesperada, oportunista e irresponsável do tucano Serra, se não um prenúncio dessa direitização. Isso sem falar no fortalecimento dos ultrafisiológicos PMDB, DEM e, agora, PSD, este congregando toda sorte de políticos, incluindo ruralistas e socialistas (PCdoB e PSB).
De qualquer forma, ótimo vídeo.

Leonardo Afonso disse...

que bom tê-lo por aqui!
bem, o pêndulo tem privilegiado a direita recentemente, e parece que a esquerda não está mesmo à altura do desafio: propor o quê? a manutenção do welfare state, ou mesmo sua implantação onde for o caso? capitalismo de estado? tempos bicudos. na terra brasilis a esquerda vitoriosa é tão centrista que faz os liberais parecerem bolcheviques. e segue o barco. eu nem ando muito antenado em política pra falar a verdade... quando a gente assume um distanciamento acha tudo meio ridículo e sem sentido. opa, essa era a minha vida. mas vai lá.
quando o campeão voltar, vamos combinar um reencontro. sabe quem eu vi outro dia? o dirceu! ele fez uma conexão aqui e eu fui encontrá-lo no aeroporto. ele tá muito bem.